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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

"CACHORROS DO GOVERNO" ... "CACHORROS DO GOVERNO"


Estou chegando da alerj, escrevo em letras minúsculas, pois para mim e todos que estiveram naquela casa estão sentido um asco, um nojo tremendo por ver homens (serão mesmo) subservientes, lacaios, vendidos ao governo Cabral.
Pode até parecer que sou correligionário do PDT ou de Paulo Ramos. Não, não é assim. Apenas entendi que o discurso mais coerente e significativo para nós profissionais da educação e  deste Deputado.
Reproduzo algumas das falas do Deputado Paulo Ramos que discursou o que qualquer professor consciente que está na luta por dignidade gostaria de falar para aquela corja de chacais imundos:
Deputado Paulo Ramos. – (...) Mas aí, Sr. Presidente, eu disse, ontem, num pronunciamento, que na contravenção do jogo dos bichos, vem lá escrito: “Vale o que está escrito.” Para o Governador Sérgio Cabral não vale sequer a assinatura dele. Ele se coloca abaixo dos compromissos assumidos pelos contraventores.(...)
Deputado Paulo Ramos, logo após a manifestação.
O SR. PAULO RAMOS (Para discutir a matéria) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, é claro que aqueles que ocupam as galerias têm razão. O que acontece nesta Casa hoje é realmente uma vergonha porque atesta que o governo do Estado não tem nenhum compromisso para com a educação. Nenhum! Não é por acaso que o Estado do Rio de Janeiro ostenta a vergonhosa colocação em relação aos padrões de educação, comparados com as demais unidades da Federação.
Eu quero imaginar que a rejeição ao Destaque anterior, que propunha um reajuste de 6,71%, tenha acontecido porque todos pretendem apoiar o Destaque à Emenda Modificativa 37, que propõe um reajuste de 26%. (Palmas) Eu imagino que agora sim, agora aqueles...(...)
O SR. PAULO RAMOS (Para declaração de voto) - Sr. Presidente, no início da nossa votação, da votação desta matéria, as galerias estavam gritando “Vergonha! Vergonha!” E eu ainda imaginei que esta Casa não me fizesse passar tanta vergonha... (Manifestação nas galerias) Como pode, Sr. Presidente, o próprio Poder Legislativo, por sua maioria, negar a sua existência? Esta votação decreta a falência do Poder Legislativo, a falência desta Casa. (Palmas) Aliás, imaginávamos que a ditadura já estivesse superada. O próprio Poder Legislativo, por sua maioria, negar a existência de uma lei... (Manifestação nas galerias)(...)
O SR. PAULO RAMOS (Para discutir a matéria) - Sr. Presidente, Srs. Deputados, assistindo ao que está acontecendo nesta tarde na Assembleia Legislativa, lembrei-me de outro espetáculo a que assisti há muitos anos no Município de Itumbiara, Goiás.
Fui assistir a um jogo de futebol, Goiânia e Itumbiara, e obviamente que a torcida local do Itumbiara era majoritária na arquibancada. E houve uma briga entre dois torcedores do mesmo time. Os servidores da prefeitura, guardas, separaram a briga e prenderam um dos torcedores e a torcida, naturalmente em grande número, impediu que o torcedor do Itumbiara fosse levado preso pelos guardas da prefeitura. Os guardas, naturalmente, vendo a inferioridade em que se encontravam, deixaram o torcedor e foram saindo mansamente, passando pela torcida. Enquanto passavam pela torcida, esta em coro gritava: “Cachorros do governo, cachorros do governo!”
Eu hoje aqui, Sr. Presidente, vendo a submissão, a covardia da maioria submissa ao Governo nesta Casa, que chegou inclusive a negar a existência de uma lei, eu me lembrei da torcida do Itumbiara: “Cachorros do governo, cachorros do governo!” Não é possível, Sr. Presidente, não é aceitável! Hoje, a maioria desta Casa fechou as portas do Poder Legislativo. Não sei como vamos recepcionar aqui qualquer categoria profissional; com qual autoridade, com qual coragem vamos aqui discutir com representantes da sociedade qualquer proposta, qualquer reivindicação, se a própria maioria não cumpre a lei elaborada por esta Casa.
O SR. DOMINGOS BRAZÃO (Pela ordem) - Sr. Presidente, minha questão de ordem é tão-somente para chamar, com a devida vênia de V. Exa., a atenção do nobre Deputado Paulo Ramos, nosso colega. É um Deputado que merece deste Parlamento todo carinho, todo respeito, mas tem que saber dos seus limites, exatamente devido à sua experiência. (Manifestações nas galerias)
Não é aconselhável desrespeitar o Parlamento e os colegas dessa forma, até porque, Sr. Presidente, no processo democrático respeitamos o voto da maioria.
(Manifestação nas galerias)
É normal que a oposição faça o seu trabalho.
Eu gostaria que V.Exa., Sr. Presidente, garantisse a minha fala.
O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Por favor, pode falar.
O SR. DOMINGOS BRAZÃO – Não vou falar com essa vaia. Não tenho pressa.
(Manifestação nas galerias).
Não tenho pressa.
O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Deputado Domingos Brazão .
O SR. DOMINGOS BRAZÃO – Presidente, só vou falar quando for possível, quando a galeria, que imagino seja composta em sua maioria de professores, aguarde fim da nossa fala.
Com todo o carinho e respeito que tenho pelo colega Paulo Ramos, não vou admitir dele esse tipo de tratamento. Voto do jeito que achar que devo votar; respeito a posição do Paulo; enalteço seu trabalho várias vezes, mas é inadmissível que se escute isso de um colega, devido a um posicionamento de votação e não se dê a devida resposta.
(Manifestação nas galerias)
O SR. PRESIDENTE (PAULO MELO) – Perfeito.
O SR. DOMINGOS BRAZÃO – Quanto às galerias, se grito fosse sinal de valentia, porco não morreria (O deputado está ameaçando os professores). Esse negócio de ficar gritando não muda nada, não muda voto de ninguém. Vamos votar com consciência e convencimento de quem tem a responsabilidade de governar: um Governador eleito pela maioria dos votos. Governo é placar, oposição é plateia.
O SR. PAULO RAMOS – Fui citado e me vejo no dever de dizer que desrespeitada foi a lei; desrespeitados foram os profissionais da Educação; desrespeitados pela votação e, antecipadamente, pelo Governador.
De qualquer maneira, Sr. Presidente, às vezes, a sensibilidade está a flor da pele. Às vezes, há aqueles que agridem e não querem ser agredidos. A linguagem que usei foi uma linguagem figurada, mas, se é para levar na ponta do lápis, peço desculpas aos cachorros.
(Palmas).
Parabéns Paulo Ramos, Marcelo Freixo, Janira Rocha vocês foram 10

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